Olhar pelas laterais

Jô Soares, Pedro Bial, Chico Buarque e sua irmã Ana de Hollanda, o professor Dr João Damasceno, o professor Dr Alfredo Neto, Pierre JC, Alexandre Vilella, Carlos Tricolor, Rogério Luciano, Lucas Macedo, o escritor Dhaniel Cohen, e tantas outras personalidades têm em comum comigo, a paixão pelo Fluminense Football Club. Em mim, coisa de berço, aninhado no amor em estar em campo de meu pai e principalmente do pai dele em nós.
Sempre digo que torcer pelo “Fluminense é pra gente forte de coração”, porque vivencio essa sensação desde que me entendo por gente. Não há linearidade quando existe paixão. E é perceptível que isso toca também os jogadores em campo. Nossa torcida não é número, é amor pelo futebol e pelo que representa o poder tricolor das laranjeiras.
Apoiei nas redes sociais e nas interlocuções da FLUNews, e Explosão Tricolor, o retorno do Abel Braga. Continuo apoiando sua permanência no clube. Entretanto, ao assistir o jogo entre os três cores do RS e nós, o Fluminense, é inevitável não dizer que continua o mesmo esquema tático sem graça, que não nos permite jogar bola de verdade. Podem vir os melhores jogadores que estes não terão ambiente tático e nem compromisso de bola em campo, pelo que se tem visto nas partidas do nosso FLU.
Não dá pra ensinar o “Pai Nosso” para quem acredita que uma “Ave Maria”, mesmo sem convicção apenas por compromisso, repetida centenas de vezes faz o mesmo efeito. Isso entendendo que FÉ é acreditar em si mesmo como está lavrado nas escrituras sagradas e tendo como alicerce um poder superior que guia os comprometidos com a Palavra. E esse tom de força da palavra também é, ou deveria ser a do guia técnico em campo e fora dele fazendo valer sua cartilha. Uma referência que se torna ponte para a vitória quando o guia explora o que sabe, e compartilha.
Pode se ver esse magnetismo em campo no domingo, mesmo quando o juiz jogando contra, o Fluminense se impôs e um belo espetáculo nos foi servido. Ganhar de um dos melhores elencos do futebol brasileiro atualmente tem sabor diferenciado. Neste caso, o fato de ter sido na casa deles. Depenar um galináceo sempre traz aquela alegria de domingo na casa da mãe ou da avó da gente. Jogo bem jogado.
No entanto, existe o hiato de que se fez o dever de casa um pouco melhor do que o adversário. É preciso melhor explorar os bons jogadores disponíveis e que estão a mercê da ausência de laterais que sejam laterais; e de volantes que sejam a alma da construção de jogas a partir de um meio de campo inteligente. É preciso pensar um Fluminense completo. Que ganhe o jogo e convença. É bom ganhar. É bom estar na liderança. Mas ainda é cedo pra comemorar. #VamosConversando

José Amaral Neto

José Amaral Neto

Torcedor apaixonado pela Portela e pelo clube das laranjeiras que circundam a baia da Guanabara do rio que em janeiro chama São Sebastião de padroeiro e sapeca na sapucaí o samba no pé. Aqui é Força FLU, jornalista do Triângulo Mineiro para o mundo, uberabense uberlandino, naturalmente, José, Amaral Neto.
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Torcedor apaixonado pela Portela e pelo clube das laranjeiras que circundam a baia da Guanabara do rio que em janeiro chama São Sebastião de padroeiro e sapeca na sapucaí o samba no pé. Aqui é Força FLU, jornalista do Triângulo Mineiro para o mundo, uberabense uberlandino, naturalmente, José, Amaral Neto.