Renan Ribeiro e seus pares de braços

Renan, o Ribeiro do gol

O torcedor são-paulino sabe valorizar um grande goleiro. Um torcedor são-paulino como eu, que existe antes mesmo da invenção do clube, mais ainda. Eu vi grandes tricolores vestirem o manto de guardião das nossas metas. Roberto Gomes Pedrosa, King, o inesquecível argentino José Poy, Valdir Peres, Zetti, Rogério Ceni. Todos esses e muitos outros fizeram história no São Paulo jogando no gol. Renan Ribeiro, de certo, pode ser o próximo.

Apesar do triste empate em casa, contra o Fluminense, no último domingo (25), não me aguentei. Sai feliz do estádio tal como um filhote de gato por saber que, pelo menos, a meta do Clube da Fé está segura. Em um jogo onde o Fluminense foi melhor, Renan Ribeiro se destacou mais ainda.

No primeiro tempo, o observei bem com os meus olhos felinos. Parecia que ele teria pouco trabalho, pois o São Paulo abriu o placar logo aos seis minutos com Jucilei. Ledo engano. Isso só fortaleceu aquele Três Cores – Tricolor de verdade, só o Paulista, amado clube brasileiro – do bairro carioca das Laranjeiras. O Fluminense dominou o jogo, mesmo estando 1 a 0 para a gente em pleno Morumbi.

O gramado do Morumbi viu uma avenida chamada Araruna. E nela o avanço da fidalguia carioca foi gigante. Um, dois, três ataques até que Henrique Dourado ficou finalmente cara-a-cara com o nosso goleiro. E, Renan Ribeiro, como um gato – não eu, mas aquele que grita no Fantástico – defendeu a bola nos pés.

Só que aos trinta e oito minutos do primeiro tempo, o mundo parou. Tal como uma versão masculina de Shiva, a meta tricolor foi dominada por múltiplos braços de um único guarda-redes.  Usando a Avenida Araruna, Léo veio da esquerda e mandou a bola para o chamado segundo pau. Ele, Henrique Dourado, ídolo do Cartola FC, chutou de pé direito. Defesa 1 de Renan Ribeiro.

A bola sobrou para Calazans que chutou à queima-roupa. Defesa 2 de Renan Ribeiro.

Calazans novamente. Lugano tira. Afinal, Renan Ribeiro também não precisa estar em todas.

Bicicleta de Calazans. Defesa 3 de Renan Ribeiro e apito do árbitro e parecia um aplauso.

Eu sei que o Fluminense fez o gol de empate aos seis minutos do segundo tempo, mas para mim, o jogo só teve trinta e oito minutos. Após esse lance fantástico não tinha mais razão de ver futebol. O jogo entrou em nirvana. Que venha o Flamengo no próximo domingo, dia 2 de julho! Estamos sem time, mas temos Renan Ribeiro.

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Rafael Duarte Oliveira Venancio

Nos anos 1910, o Paulistano cedeu a arquibancada do Velódromo para o Campo da Floresta. Era o começo do São Paulo, criado em 1930. No Velódromo, morava um gato, que foi na troca e que vive, até hoje, junto do Tricolor. Há quem diga que isso é invenção do Rafael Duarte Oliveira Venancio, mas nunca foi provado.
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Rafael Duarte Oliveira Venancio

Nos anos 1910, o Paulistano cedeu a arquibancada do Velódromo para o Campo da Floresta. Era o começo do São Paulo, criado em 1930. No Velódromo, morava um gato, que foi na troca e que vive, até hoje, junto do Tricolor. Há quem diga que isso é invenção do Rafael Duarte Oliveira Venancio, mas nunca foi provado.