Estamos de volta!

“Foi pra galera”: gol de número 400 da carreira foi o primeiro de Luis Fabiano pelo Gigante da Colina em São Januário. (Foto: Carlos Gregório Jr/fan-page oficial do Vasco)

Provavelmente o amigo leitor não vai se lembrar disso, mas o Vasco conheceu sua primeira vitória no Brasileirão de 2015 apenas na nona rodada. Foi no dia 28 de junho, na Arena Pantanal, em Cuiabá, em um jogo que marcava a estreia daquele que viria a se tornar um dos principais responsáveis pelo terceiro rebaixamento de nossa história, o “técnico” – as aspas são irônicas mesmo – Celso Roth. O placar foi magrinho, 1 a 0; gol do Riascos – o centroavante colombiano que sempre se destacou mais pelas danças exóticas que fazia nas comemorações do que pelo talento com a bola nos pés. Para mim, aquela partida foi ainda mais especial, pois ocorreu exatamente no dia do meu aniversário e a vitória foi sobre o nosso freguês favorito, cujo nome nem preciso citar, né?

Pois voltemos a 2017. E como é bom poder dizer que “estreamos mais cedo” no campeonato deste ano.  Manhã com bom público em São Januário e o caldeirão ferveu bonito, no compasso do nosso camisa 9. Luis Fabiano e o ótimo goleiro Jean, do Bahia, foram os grandes protagonistas do confronto entre o time que havia aplicado a maior goleada da primeira rodada e aquele que havia passado vergonha em seu mais recente retorno à elite do futebol brasileiro.

Na primeira etapa, quem se deu melhor foi o arqueiro tricolor, que fez duas grandes defesas em finalizações do Fabuloso e também contou com a sorte em um chute do lateral Gilberto que passou muito perto da baliza. A aposta do treinador Milton Mendes em Kelvin e Mateus Pet, barrando o meia Nenê, se mostrou acertada, pois o cruzmaltino dominou as ações em praticamente todo o tempo e foi ameaçado muito pouco; mais especificamente em um cabeceio que saiu por muito pouco.

A defesa, nosso maior pesadelo no confronto contra o Palmeiras, se saiu razoavelmente bem com a dupla Rafael Marques e Paulão. Este último, por sinal, jogou exatamente como se esperava dele: no melhor estilo “zagueiro zagueiro” e sem o menor pudor de dar chutão para afastar o perigo.

A estreia do outro defensor contratado ao longo da última semana, Breno, teve que ser antecipada devido a uma contusão do Rafael, logo no comecinho da etapa complementar. E deu para perceber que ele realmente ainda tem muito a melhorar tanto física quanto tecnicamente. O atacante Gustavo que o diga, pois ganhou várias bolas pelo alto do ex-zagueiro do Bayern de Munique – que ficou mais tempo por lá na cadeia do que em campo. Sorte nossa, que a pontaria do grandalhão não estava nos melhores dias.

O mesmo, porém, não pode ser dito do nosso centroavante. Praticamente um espectador na partida contra o Palmeiras, desta vez Luis Fabiano fez tudo aquilo que a torcida sempre aguardou da contratação mais badalada desta temporada. Correu, brigou e levou cartão amarelo como sempre, mas também mostrou sua faceta de garçom, dando o passe açucarado para Yago Pikachu abrir o marcador, aos 7 minutos. Pouco tempo depois, aos 14, o Fabuloso, deu uma cavadinha linda e deixou Mateus Pet em ótimas condições de ampliar. Só faltou combinar com o inconveniente goleiro da equipe visitante, que foi rápido na saída do gol e afastou o perigo.

Os deuses do futebol não costumam ser muito justos, mas hoje abriram uma exceção. Foi assim, aos 29 minutos, em um lance que começou com cruzamento de Gilberto, conclusão de Kelvin e defesa parcial de Jean. Onde a bola foi parar? Na pequena área, como que se oferecendo a Luis Fabiano e dizendo “me empurra pra rede e vai pra galera, meu amor!”. Ele não fez de rogado e obedeceu direitinho.

Depois disso, parecia que a vitória seria tranquila. O Vasco seguiu dominando as ações e rondando com perigo a área do Bahia. Só que nada é fácil para o nosso time. Aos 37, Wagner, que havia substituído Pikachu, bobeou diante do marcador e deu chance para um contragolpe fulminante que terminou com passe de Allione para Gustavo e um chute forte e seco, que Martín Silva não conseguiu interceptar: 2 a 1.

Dali em diante, o que importava eram os três pontos. Foi bonito ver a raça dos jogadores e a disposição para não deixar a vitória escapar. No último ato da partida, já aos 49, Kelvin teve tudo para fechar a conta e ficou cara a cara com Jean, mas o goleirão se agigantou e evitou o terceiro gol do Gigante da Colina. Sem problema! Nas atuais circunstâncias, meio a zero vale tanto quanto um 7 a 1.

E que venha o Fluminense. Perdemos feio nos dois jogos que fizemos contra os tricoletes no Carioquinha e não existe oportunidade melhor para ir à desforra do que esta. A partida vai ser no próximo sábado, às 19 horas, no estádio de quem tem estádio.

 

#SOLADADOBACALHAU: tomara que o “chá de banco” que o Nenê tomou hoje faça bem para o nosso meia; futebol é esporte coletivo e já faz um bom tempinho que ele não joga a bola que todo mundo sabe que ele tem; não foi por acaso que até levou chapéu do Felipe Melo…

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Maria Marques

Apaixonada pelo Cruzeiro desde criança, quando assistia aos jogos sentada ao chão junto ao meu pai que me ensinou a vibrar, xingar, reclamar, desistir, retornar, defender e atacar. Pra mim "Existe um grande clube na cidade​/que mora dentro do meu coração​/eu vivo cheio de vaidade​/pois na realidade é um grande campeão​"!