Sofrido como sempre, importante como nunca

Nas alturas: aos poucos, o Fabuloso vai mostrando que pode sim ser o grande capitão da nossa nau. (foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Não adianta. Por mais que um jogo pareça sob controle e decidido, o Vasco sempre vai dar um jeitinho de colocar uma emoção no final dele para testar o sofrido coração do seu torcedor. Ainda bem que desta vez a lambança do lateral Gilberto, ao cometer um pênalti bisonho quando o placar marcava 2 a 0 para o Gigante da Colina, foi tão no apagar das luzes, que não houve tempo para mais nenhuma investida do Sport após o nosso ex-atacante André ter convertido a cobrança para o único e legítimo campeão da Copa União.

Confesso que não consegui assistir atentamente à partida da noite do último sábado porque eu estava muito atarefado nos preparativos para a baladinha com a minha bela e muito amada patroa. O que consegui ver me bastou para reforçar a impressão que tive do time ao longo das cinco rodadas anteriores: é competitivo e valente, mas peca pela imaturidade.

Se conseguimos somar 9 pontos até aqui e estamos ocupando a 11ª posição, com apenas um ponto a menos que a linha do G6 – a meu ver, nada mal para quem foi alvo de muita chacota e já dado como virtual rebaixado logo após o término da primeira rodada -, é porque estamos sabendo nos impor no nosso caldeirão. A derrota em casa para o Corinthians na rodada passada, como fiz questão de frisar aqui no meu cantinho no Resenha, não ocorreu por uma má atuação nossa, mas sim por uma noite de eficiência impressionante do tal bando de loucos: jogamos para ganhar e criamos oportunidades para isso, porém não as aproveitamos e sofremos com uma verdadeira aula de contra-ataques.

Nos embalos deste sabadão, a história teve o desfecho que sempre precisa ter: três pontos para o dono do pedaço. Os dois gols da nossa terceira vitória foram anotados no segundo tempo por Luis Fabiano – desta vez num cabeceio perfeito, daqueles de manual mesmo, após cruzamento milimétrico desta grata surpresa que está sendo o Mateus Vital – e Douglas, já nos minutos finais.

O próximo duelo é na Arena Condá contra a sempre perigosa e imprevisível Chapecoense – capaz de bater com autoridade o Cruzeiro no Mineirão numa rodada e levar 6 gols do Grêmio em Chapecó na seguinte. Ótima oportunidade para fechar a casinha, jogar com inteligência e dar o bote com precisão quando a chance aparecer. E que sigamos assim, comemorando vitórias, enquanto “uns e outros” só têm comemorado contratações e pênaltis desmarcados.

#SOLADADOBACALHAU: a quem anda eufórico com a campanha de seu time neste início de campeonato, lembro apenas uma curiosidade da edição do ano passado; ao final da oitava rodada, o líder era o Internacional…

 

 

 

 

Hermom Dourado

Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!
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Hermom Dourado

Jornalista da Universidade Federal de Uberlândia, assessor de imprensa do Esporte Clube Rio Verde na memorável campanha do rebaixamento no Goianão 2013, e a prova viva de que o hino do Flamengo é uma farsa, pois nasceu urubu e tem plena convicção de que será Vasco - e não apenas até morrer, mas - por toda a eternidade!!!